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ABERTAS AS INSCRIÇÕES DO EENE 2016!!!!

23 Ago 2016   Publicado por Janine Falcão/PB

Comunidade escaladora, chegou a hora!!!

Abertas as inscrições para a 15ª Edição do Encontro dos Escaladores do Nordeste!!

Abrimos as inscrições, com um valor promocional para o PRIMEIRO LOTE de R$ 55,00. Primeiro Lote vai até o final de Agosto (31/08) e dará direito a concorrer no sorteio de um Finger Board EVO da Gringa Agarras.

E  ainda tem mais novidade! Na edição desse ano você vai poder também efetuar o pagamento da sua inscrição com cartão de crédito ou débito, usando o PagSeguro. É mais facilidade pra você!

Valores (R$):

Do dia 23/08 até o dia 31/08 - R$55,00
Durante todo o mês de Setembro - R$ 65,00
Durante todo o mês de Outubro - R$75,00
Obs.: Após o dia 31 de Outubro as inscrições serão realizadas apenas durante o evento, no ato do credenciamento e, custarão R$ 85,00 (cada).

Como posso me inscrever?

Aqui no site mesmo, é só clicar na aba 'inscrições', preencher a ficha, depositar ou transferir o valor e em seguida anexar o comprovante bancário. Depois é só aguardar a confirmação de sua inscrição via e-mail.

O pagamento poderá ser efetuado em na seguinte conta:

Banco: CAIXA ECONCÔMICA
Agência: 0036
Conta: 338458-4
Operação: 013 (Poupança)
Favorecido: Janine Pereira Falcão

OBS. PAGAMENTO ATRAVÉS DO PAGSEGURO

OBS¹: O pagamento por PagSeguro deverá ser realizado com o mesmo email utilizado na inscrição;
OBS²:
PagSeguro - Realiza apenas o pagamento de uma inscrição por email;
OBS³: Para essa modalidade não há necessidade de enviar comprovante!

Lembramos ainda que, cada inscrição dará direito a:

- Alojamento coletivo durante os dias do evento (necessário trazer material para dormir);
- Kit do participante, contendo uma camiseta, guia de escaladas local e brinde;
- Participação nos sorteios;
- Acesso às palestras;
- Acesso às oficinas (vagas limitadas).

Então, tá esperando o que? Aproveite a oportunidade e inscreva-se agora!!

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SANTANA DO IPANEMA - É PEDRA DA BOA!!

29 Mar 2016   Publicado por Janine Falcão/PB

Dois geólogos 'achados' na sede do EENe 2016!!!

Escrito por Hugo Guimarães Filho

Visualizando o feriado da Semana Santa, Priscila e eu pensamos em fugir um pouco de Brejo e ir pra um pico de escalada mais distante. Por que não aproveitar para conhecer a próxima sede do EENE? Decidimos então viajar para Santana do Ipanema.
Após pegar o contato do Samuel, escalador local, e trocar umas mensagens, marcamos de sair pra escalar na sexta e conhecer um setor relativamente recente, a Pedra do Olho D’água. Nesse dia conhecemos Gabriel, Tilak, Adriana e Gegê, de Aracaju, além do Du Bois, Emerson e o próprio Samuel. Da nossa pousada seguimos de carro até o pico. A Pedra do Olho D’água é um pouco distante da cidade, indo por uma estrada de terra de fácil acesso para qualquer carro. Deixamos o transporte na porta da casa do Sr. Sirlânio, e fizemos uma trilha pequena até a base da pedra.

Confesso que, antes de chegar a Santana do Ipanema, fiquei um pouco decepcionado quando descobri que as rochas do local são os tão comuns “granitos”, já que no nordeste, esse grupo comum de rochas é encontrado aos montes. Porém, ao visualizar a rocha, foi perceptível a diferença na sua forma em relação aos locais que costumamos escalar. Muitos agarrões falsos, algumas pinças, barrigas e “balcões”. Neste dia fiz a Unidos Venceremos (VI) e penei um pouco pra entender como se fazia para subir. Parei no crux, um trecho que parece um bloco sem muitas agarras, e fiquei cerca de 10 minutos pensando como fazê-lo, e acabei desistindo por falta de ideias. Um tempo depois vi como o Du Bois mandou o crux e pensei “assim eu faço”, e com esse beta, mandei um movimento de boulder esquisito e saiu a cadena. Priscila também tentou guiar esta via, mas acabou levando sua primeira queda e decidiu deixá-la como projeto pro encontro. Projeto este que irei cobrar!

Após essa, mandei a Somos do Sul (VI) e dei uns pegas na Febe Rolinha (VISup), mas não consegui passar da segunda chapa desta última.
Um pouco mais tarde, Sr. Sirlânio surge da trilha com uma panela, trazendo almoço para todo mundo. No melhor espírito da pascoa, ele decidiu levar pra nós uma ceia tradicional e a gente, que tava na base do sanduíche e barra de cereal, comeu até encher o bucho!

No segundo dia, o comboio partiu para a Serra da Camonga, setor mais antigo de Santana. Como a galera de Aracaju sairia mais cedo, decidimos  passar o dia todo e fomos no nosso carro. Bom, não sei até que ponto foi sábio. A estrada tem o acesso complicado, com muitas ladeiras cheias de cascalho. O HB-20 deu conta do recado mas, fiquei com medo de rasgar um ou dois pneus nessa brincadeira, sem falar nos arrastos do chassi e no monte de cascalho que voava em baixo do carro. Soube depois que tem um outro acesso melhor para os carros, no entanto, pior pros escaladores devido sua trilha íngreme. Na próxima vou tentar a segunda opção.

A rocha da Serra da Camonga é diferente da Pedra do Olho D’água, e os tipos de escalada neste setor são muito diferentes, entre si, em grau e estilo. Negativo, aresta, reglete, platô… tem de tudo lá. Neste dia o Samuel, o Du Bois e o Emerson foram pra um setor novo abrir algumas vias em móvel, enquanto nós dois e a galera de Aracaju ficamos por nossa conta. Fiz a Extremamente Fácil (IV) pra aquecer, depois Feliz aniversário (V) e finalizei na Carlinhos (VI), porém essa última foi só até a primeira parada porque já tava meio tarde. Dessas três eu recomendo demais uma escalada na Feliz Aniversário, que tem como crux um teto irado pra fazer com umas pegadas em oposição até chegar de novo na sequência de agarrões. Essa tá na mente até agora. Quase na saída, encontramos com uma galera de Maceió que está iniciando na escalada. Eu ajudei o pessoal a montar um top rope na via Carlinhos, então seguimos pra pousada.

Na volta, estávamos ouvindo um barulho em baixo do carro. Pensei que alguma coisa tinha se soltado com as raspadas e os cascalhos batendo em tudo, mas não achei nada. Depois percebi que algumas marchas faziam barulho quando eu acelerava. “Ferrou a caixa de marcha?”, pensei. Achamos uma oficina aberta, coloquei o carro no elevado e vi que tinha um galho preso numa peça de proteção do carro. Puxei ela de lá, liguei, e tudo estava normal. Ufa! Desse perrengue nos livramos.

Saindo deste assunto, soube que havia uma polêmica sobre o tipo de rocha de Santana do Ipanema. Uns diziam que era granito, ou arenito, até basalto, e rolou uma pressão pra que Priscila e eu tirássemos a dúvida. Pelo que vimos no local, as rochas parecem ser um Monzogranito, na Pedra do Olho D’água, e um Sienito, na Pedra da Camonga. Ou seja, pra o terror de Cauí, ambos podem ser classificados como granitos ou granitóides, falando em termos bem (bem!!!) gerais. Entretanto mesmo sendo uma rocha “comum” no nordeste, o tipo de escalada em Santana do Ipanema é bastante peculiar para o que eu, um ainda mulambo, estou acostumado. Gostei demais e pretendo voltar ainda antes do encontro, pra mais uma investigação geológica aliada a mais escaladas.

No domingo nos despedimos de Santana do Ipanema, e partimos para o Rio São Francisco para fazer os tão falados psicoblocs. Saímos bem cedo e fomos pelo GPS mas, antes da entrada indicada, achamos uma placa e resolvemos seguí-la. Andamos bastante por uma estrada de terra quando vimos uma cachorrinha no meio da estrada, perdida. Resgatamos e levamos conosco. Ela tem cerca de dois meses e, por ter brotado do meio do mato, decidimos dar a ela o nome de Caipora. A chegada dela atrapalhou um pouco os planos da escalada nos arenitos do São Francisco, pois não tínhamos com quem deixá-la, então pegamos uma prancha de SUP e, nós três, demos um passeio pelo rio, parando nas caverninhas, nadando e vendo a geologia e a paisagem enquanto ela dormia nas nossas camisas.

Depois desse dia de paz, voltamos com o carro mais cheio e felizes de ter vivido tudo isso em Alagoas. E o Nordeste agora tem mais um cachorro na escalada!

Agradeço demais ao Samuel por nos receber, além de todos os outros que, citados ou não, fizeram parte da nossa viagem.

Veja mais imagens clicando aqui.

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